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Archive for Janeiro, 2014

Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Em dias que ainda não conseguimos fixar está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso!Hoje o olhar só é diferente porque é o da Margarida turista e não o da Margarida jornalista. 

Foi uma das melhores experiências da minha vida. Visitar Alcatraz foi ainda mais pesado do que visitar a casa de Anne Frank, e eu não sabia que isso era possível. Chorei praticamente durante todo o tempo. Assustei-me. Arrepiei-me e dei saltos vários a cada som, a cada escuridão que se instalava numa visita que é audio-guiada por antigos prisioneiros e antigos guardas da ilha – que, diga-se, tem uma vista fabulosa sobre São Francisco.

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ImageOs jardins continuam a ser lindamente tratados – como fizeram os presos que lá habitaram por uns anos – e muitas celas foram deixadas mobiladas e ‘decoradas’ tal qual como quando Alcatraz era um presídio. As solitárias – seis, se não estou em erro – eram de cortar a respiração. O guia manda-nos entrar numa e ouve-se a porta a fechar. Sente-se o vazio, o escuro, a sensação de claustrofobia e de que o tempo pode parar sem que nos lembremos de que alguém ali está dentro.

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ImageDepois os corredores, carregados de histórias de fugas mal sucedidas – apenas uma teve sucesso – , de agressões, de mortes. As paredes marcadas pelas rixas, e as barras de ferro pelo tempo e os crimes de quem por ali passou. Alcatraz é brutal no verdadeiro sentido do termo. A visita dura cerca de duas horas – obviamente dependendo de cada pessoa, que aquilo é experiência que se faz individualmente – e a mim deixou-me quase sem respirar. O recreio dos prisioneiros tem uma das vistas mais impressionantes que já vi em toda a minha vida. E eu, que logo a seguir ia sair dali de barco, não consegui sequer imaginar o que sentiria alguém que tinha toda aquela vista pela frente e estava confinado àqueles muros e grades absolutamente gigantes.

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E os sons que entravam pelas janelas abertas? As frinchas que deixavam passar o som das festas na baía de São Francisco em noites de Natal ou Ano Novo e que entravam cela adentro por quem nem sequer podia passear no corredor?

Eu sou uma lamechas, é um facto. Mas Alcatraz é duro. E lindo, ao mesmo tempo. Era uma daquelas visitas que, se pudesse, repetia uma vez por ano. E que recomendo a todas as pessoas que lá estejam por perto.
[Este post foi originalmente publicado aqui]
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Parabéns!!

Eram nervos. Da última vez que estivemos juntas, toda tu eram nervos. Normais. Os nervos de quem sabe que está a tomar decisões para a vida. De quem sabe o que não quer, ainda que possa estar ainda à procura do que quer. Toda tu eram nervos e as tuas mãos e os teus olhos não mentiam, porque tu sabes que eu sei quando tu és toda nervos. Sobretudo porque quase não acontece.

Tu raramente te deixas toldar pelos nervos – para o bem e para o mal. Mas o ano que passou, os teus 28, foram mega. O ano que passou mostrou-te uma vida que ainda não tinhas vivido. Foste uma corajosa, deixaste para trás um monte de coisas seguras que foste conquistando ao longo dos anos, e atravessaste, de malas e bagagens, um oceano que pode assustar a quem não tem garra, como tu.

Foste conquistar o teu lugar ao sol fora da tua zona de conforto.Foste descobrir que continuas a ser mega e talvez ainda melhor se não tiveres toda uma envolvente que te suporta mas também te retrai.

Os teus 28 foram fantásticos. E eu tenho a certeza de que os teus 29 também vão ser. E tenho o maior orgulho em te acompanhar nesta viagem de vida, que para nós, juntas, começou no outro dia, mas que acredito que vai durar para sempre.

Parabéns, meu querido par de mãos. Parabéns e um mega beijo. Do tamanho deste Oceano que nos separa. E obrigada por me fazeres uma pessoa melhor :)*

Entrada na Nossa Agenda a propósito do aniversário da Mariana. 🙂

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