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Archive for Setembro, 2010

Abriste-me a porta com o mesmo sorriso com que atendeste o telefone. Abriste-me os braços, como sempre, e eu senti-me em casa, numa estranha sensação de invasão e à-vontade que não se explica mas que se sente. Deste-me de comer com a calma e a ternura que sempre emprestas aos gestos quando estás por perto. Não sei se és assim com toda a gente. Comigo és e eu gosto muito.

Olhaste para mim com o brilho no olhar a querer fugir, cansada da vida, das dificuldades, de seres demasiado boa para aquilo que te pedem para fazer. E para aquilo que te dão em troca das tuas ideias, da tua energia, da tua entrega, do teu cansaço. E eu olhei-te com uma sensação de impotência que me atormenta até agora e que teima em apertar-me o coração.

Queria poder dizer-te que vai ficar tudo bem, de verdade. Que tu vais ser reconhecida por tudo o que fazes e que vão perceber o teu valor em breve. Queria poder mostrar-te que és ainda melhor do que pensas mesmo que o não consigas perceber.

Mas como não posso, pelo menos para já, deixo-te palavras. Porque elas são das poucas coisas com as quais me sinto verdadeiramente à vontade. E porque foi por elas que te conheci e me acolheste. E eu gosto disso. Muito.

Entrada na Nossa Agenda a propósito da estória de quem faz História todos os dias.

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Dez milhões

Há números e incertezas no ar. Há discussões: económicas, políticas, sociais e pessoais. Tantas. Há dúvidas, teimosias, objectivos, receios, adendas, conselhos, sugestões e repreensões.

Há papéis e e-mails e telefonemas e sms. Há tempo, pouco, para fazer o que devia ter sido feito em muito. Há duas semanas para fazer valer uma ideia e uma necessidade urgente. Há disparates e sorrisos amarelos em tempo de tristezas e amargura. Há bandeiras partidárias agitadas por pessoas em casacos de seda e cortes perfeitos para esconder as imperfeições dos tempos.

E há dez milhões de pessoas expectantes, com o coração nas mãos e [tantas] com a vida nas ruas à espera que do alto do seu alegado entendimento, alguém decida qual o caminho a seguir.

Entrada na Nossa Agenda a propósito da notícia:

Consequências de uma crise política seriam “extremamente graves”

http://economico.sapo.pt/noticias/consequencias-de-uma-crise-politica-seriam-extremamente-graves_100330.html

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Do Amor

Ele gosta dela. E ela dele. Apaixonaram-se entre palavras e números e papéis que lhes povoam os dias e o imaginário.

De repente, somente porque sim, ela adoeceu. Muito. Num daqueles episódios que acreditamos só acontecer aos outros e que de repente caem ali na cadeira do lado. Na de trás.

E eles que estavam apaixonados há tão pouco tempo. Mas a vida continuou, entre lutas e trabalho de um e de outro.

“Desde então sou 60% enfermeiro e 40% namorado”. E isso dói-lhe. Muito. Mais a ele do que a ela, presumo. Pelo tom de voz e pela falta de brilho no olhar. Mas um dia tudo se vai compor. Tenho a certeza!

Entrada na Nossa Agenda a propósito daqueles que amam acima de tudo.

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A duas #2

Afinal a falta de tempo a duas não aumenta, somente. Quintuplica!

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A duas

Há saltos altos e calças de ganga. De cerimónia às vezes. Há cores e cheiros e sabores e correrias. Há blusas leves mas compostas que nunca se sabe o que está para vir. Há estórias e memórias e números e disparates. Há telefonemas, conversas fugazes e sorrisos amarelos. Há lágrimas e há esforço e poucas horas de descanso que a vida é demasiado curta.

Há partilhas e preocupações mesmo que à distância de uma cidade, de um telefone, de um sms. Há anseios e poucas novidades. Há riscos, rabiscos, agendas e lembretes em post-it amarelos.

Há trabalho. Muito trabalho. E falta de tempo. Muita falta de tempo. Que a duas deveria ser partilhada. E é. Mas também é aumentada. E muito.

Entrada na Nossa Agenda a propósito da ausência de atualizações.

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