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Archive for the ‘fotoREP’ Category

Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim,  está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso!

Hoje, o olhar é da Carolina Reis

Kuala Lampur

Assim que deixei o aeroporto apercebi-me de  que tinha entrado noutro continente. Não houve um choque, porque a simpatia asiática não o permite, mas o cheiro, o verde, as diferentes culturas asiáticas de Kuala Lumpur, ou KL como dizem os malaios, fizeram –me ver desde os primeiros momentos que estava noutro mundo.

A cidade tem muita coisa que pode ser comparada com outras no ocidente, no entanto é completamente diferente. Há edifícios enormes, como em Nova Iorque ou Chicago, mas lá para dentro entram executivos e executivas vestidos com trajes típicos. As mulheres, que apesar de gozarem cada vez menos liberdade ainda têm espaço na sociedade malaia, são deixadas de mota pelos maridos. Despedem-se deles com um beijo na mão, logo ali se vê um mundo corporativo diferente daquele a que estamos habituados.

O caminho da parte nova da cidade para a parte mais antiga merece ser feito a pé, com paragens pelos jardins tropicais para suportar o calor. Nos bairros mais antigos, como Litle Índia e Chinatown, está-se noutros países. No bairro indiano vive-se como na Índia e no bairro chinês como na China, os anúncios estão nas línguas nativas e os templos fazem, imediatamente, sentir onde se está. Os starbucks, os centros comerciais e as torres gigantes ficaram para trás.

KL impressiona não pelo tamanho, mas pela harmonia que tem. Pelo equilíbrio que permita que três tipos de cultura convivam, em paz, entre o novo e o velho.

 

 

 

Malaca

A duas horas de caminho, a sul, de Kuala Lumpur está Malaca. Já tinha ouvido falar da cidade, sabia que os portugueses a tinham ocupado e que lá se falava um dialecto parecido com o português. Mais foi a região que me provou o maior choque.

Quem chega a Malaca, ou Melacca como também se diz, não pode não deixar de saber o que é Portugal. No bairro português reina a língua portuguesa, falada à moda dos nossos avós, as ruas têm o nomes como Teixeira, Albuquerque ou Sousa.

Fora e dentro do bairro há restaurantes de comida portuguesa, os mais desejados da zona. O principal monumento da cidade é um forte construído pelos portugueses. E quem for ao fim do dia ao quarteirão chinês arrisca-se a encontrar “portuguese cream cakes”, que é como quem diz pastéis de nata.

Nenhuma das pessoas que mora na zona portuguesa algum dia veio a Portugal. Nunca nenhum Chefe de Estado lá foi em visita. Mas todos conhecem o fado, celebram os santos populares e têm orgulho nas origens.

 

 

 

Singapura

A ilha em forma de diamante é tão pequenina e é de tão fácil acesso a quem está na Malásia que só por isso vale a pena. Singapura é uma versão mais limpa e mais organizada de Nova Iorque. Reinam os arranha-céus, os centros comerciais (parece que há um em cada prédio) e o trânsito feito, maioritariamente, por táxis.

À noite os executivos, cada vez mais cidadãos estrangeiros, despem os fatos e vão correr para os parques da cidade, como nas grandes cidades do Ocidente.

O tamanho faz com que se possa fazer um milhão de coisas num só dia, uma manhã de praia, numa pequenina ilha adjacente chamada Sentosa, uma tarde de monumentos e compras e celebrar a noite com um jantar à Sex and the City perto da (iluminada) baía.

 

 

 

 

Parhetian

A 20 km da costa da Malásia fica a minha definição de paraíso. Não é pelo mar quente e transparente, pelo verde, pela areia branca. Ali, o mais importante é que não há quase ninguém.

Para chegar às Perhetian tem de se passar por uma turbulenta viagem de 45 minutos de lancha rápida. À medida que se deixa o continente para trás percebe-se que os dias serão de descanso. Nas ilhas há muito pouca coisa. Pouca água quente, não há televisão, nem multibanco, nem protector solar, nem as habituais lojas de compras. Apenas praia e selva e uma única aldeia, na ilha mais pequena, com duas mercearias, uma escola, um restaurante e uma mini mesquita.

Durante uma semana fui eu, o Nemo e o mar.

 

 

 

 

(Obrigada*)

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Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso!

Hoje, o olhar é da Sónia Morais Santos.

Em primeiro lugar dizer que estamos todos bem de saúde e que não é preciso ser assim tão demente para ir para um lugar tão longínquo como o México com três crianças pequenas. É verdade que demora um bocado a lá chegar, é verdade que no nosso caso foram 11 horas e meia de avião (estavam uns ventos do cacete) mas ninguém morreu e, com um bom pedaço de preparação psicológica, todos foram bem sossegaditos. A preparação mais difícil de aguentar foi aquela a que nos submeteu o Manel, filho mais velho, que avisou desde o primeiro momento que o avião ia cair. Não foi «acho que vai cair», não foi «tenho medo que caia», não foi «e se aquilo cai?». Não. Foi afirmativo e directo, sem paninhos quentes nem condicionais: o avião vai cair e ponto final. Parágrafo. Não caiu. E chegámos, em Dezembro, a uma temperatura amena e por vezes quente, a um hotel maravilhoso, em plena Riviera Maya.

O hotel chamava-se Grand Bahia Príncipe e era absolutamente gigantesco. Lá dentro havia três hotéis: o Grand Bahia de Tulum, o de Akumal e o de Coba. Seguidinhos, cada um com a sua praia em frente, todos dentro da mesma enormíssima propriedade. Para explicar melhor, dizer que há um comboiozinho interno que faz as ligações entre os quartos e os restaurantes e entre os vários hotéis e piscinas. Porém, apesar de ser gigante, tem a vantagem de estar muito bem feito, com pequenos empreendimentos, bem enquadrados na paisagem, sem ser um conjunto feio de prédios disformes. Muito bonito mesmo.

Olha o pé da Madalena, minha mai nova, ali no relax. Hummm… que saudades.

Enfim.

Mas os dias não foram só hotel, que isso seria muito estúpido. Uma vez no México, vai de conhecer o que importava. E uma das coisas que importava mais, diziam, era Chichen Itza, uma cidade arqueológica Maia, que funcionou como centro político e económico da civilização Maia. De todos os achados arqueológicos, o mais impressionante é a pirâmide de Kukulcán, construída no século XII d.C. Cada uma das suas faces alinha-se com um dos pontos cardeais, e os 52 painéis esculpidos na suas paredes referem os 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia. O alinhamento da construção da pirâmide permite observar diversos fenómenos de luz e sombra, os quais ocorrem durante os equinócios e solstícios.  Assim, as grandes esculturas de serpentes emplumadas, que guarnecem a escadaria Norte, devido à forma como as suas sombras se projectam, parecem mover-se durante os equinócios da Primavera e do Outono.

Em 1988, a UNESCO declarou esta cidade maia como Património da Humanidade.

Ah, e espectacular! O nosso guia batia palmas em frente a ela e ouvia-se uma espécie de grito de pássaro. E diz que não era por acaso! Foi tudo pensado para que soasse assim, que os maias eram gente muito devota à natureza.

Para irmos até Chichen Itza, arranjámos um bom preço numa agência pequenina que encontrámos em Playa del Carmen (a cidade maior e mais cosmopolita da Riviera Maia). Nada de comprar essas coisas no hotel… quer dizer, a menos que se queira pagar muito mais do que o razoável.

Por falar em Playa del Carmen, cá  fica uma imagem, tirada na Quinta Avenida. Não é piada, é mesmo o nome da principal avenida:

 

A nossa micro-agência, descoberta na Quinta Avenida, forneceu um pequeno autocarro bem jeitoso e um guia muito entusiasmado e conhecedor da cultura Maia, para irmos então a Chichen Itza. Mas, como sempre nesta coisa das excursões, há os almoços no restaurantezinho turístico da praça. E lá fomos nós, na molhada, e lá assistimos a um espectáculo deprimente, em pleno restaurante, tão mau mas tão mau que dava a volta e ficava bom.

Aqui ficam umas imagens bonitas dessa linda performance.

 

Mas pronto. A coisa passou-se e a gente sempre se riu.

A seguir fomos a um Cenote, que é uma lagoa subterrânea de beleza ímpar (e água gelada, segundo meu homem e duas crias machos – que eu e a cria fêmea ficámos em terra, a fotografar). Um cenote é um poço enorme, natural, que parece retirado de um filme. Lindo.

Mas, como há muita ruína Maia por aquelas bandas, achámos que ainda não estava tudo visto. E não estava. Vai daí que fomos ver mais uns achados arqueológicos, ali mesmo em Tulum, mesmo perto do hotel.

 

Impressionante o que os Maias sabiam de astronomia, e os cálculos incríveis que faziam para que o sol, com o movimento da terra, entrasse em janelas diferentes, fazendo efeitos incríveis que já não sei descrever. Mas tudo era pensado, numa linguagem deslumbrante entre o homem e a natureza.

Muito recomendável também é uma ida a Cozumel, uma ilha paradisíaca que fica a uma hora de barco, partindo de Playa del Carmen. Vale a pena fazer snorkeling (não sei se é assim que se escreve), vale a pena andar lá naqueles barcos de fundo transparente a ver a bicharada em habitat natural, vale tudo muito a pena. Nós não fizemos nada disso porque, lá está, somos malucos e levámos três crianças, mas almoçámos que nem uns abades numa praia bonita. Que parrilhada de peixe incrível!

E pronto. Quer dizer, foi isto, mais coisa menos coisa.

E também os bichos exóticos. Um guaxinim, ou lá o que era. E iguanas. Aos molhos.

E tirando os bichos, muitas margueritas e comida mexicana bem caliente!

 

 

 

 

 

Se recomendo? Mucho!

Se pudesse lá voltar não perderia os parques aquáticos (Xcaret e Xel-Há), que dizem que são lindos e também um parque aventura (Xplor) que mete cenotes e descidas em rappell e o diabo a nove. Mas, lá está, ficar 6 dias e ir a tudo não dá. E nós estávamos com miúdos e a precisar também de descansar e de usufruir do hotel. Que vale mesmo a pena.

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Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso!

Hoje, o olhar é da Paula Pousinha.

Novembro 2009. Chicago, uma cidade de cor e humor.

Cidade de ruas largas que se deixam intimidar pelos ventos provenientes do grande lago Michigan. Os arranha-céus são edificações características das grandes cidades americanas. Mas em Chicago, além de serem altos, têm personalidade. Como se cada um deles pudesse ser tirado daquele contexto e continuasse a ser digno de admiração. No conjunto constituem afirmações artísticas, movimentos livres de ousadia.

A Michigan Avenue é uma das mais fervilhantes. Pessoas bonitas, divertidas, originais, com tempo e com sacos. Sem pressa e sem destino caminhámos, comprámos, rimo-nos, perdemo-nos e, sobretudo, divertimo-nos. Rio-me de lembrar a invasão da montra da Gap para tirar uma fotografia original, sinto o sabor dos Muffins de maçã com nozes que comemos no Starbucks, lembro-me dos livros infantis que descobri na Barnes & Noble.

A Michigan Avenue conduziu-nos ao Millenium Park. Um parque de arte a céu aberto. O coberto arbóreo “esconde” apontamentos de arte que nos surpreendem a cada instante, que nos inquietam suscitando sensações diversas. Em plena harmonia com o espaço envolvente encontrámos o Jay Pritzker Pavillon da autoria de Frank Gehry. É simultaneamente grandioso e integrado, ousado e musical, monocromático e iluminado. Absolutamente excepcional.

Os trilhos conduziram-nos para uma escultura da artista britânica Anish Kapoon´s, the Cloude Gate. Demorámo-nos. Afastámo-nos. Aproximámo-nos. Entrámos e voltámo-nos a afastar. Poderá parecer estranho, este comportamento. Mas se nos afastarmos é como se pudéssemos tocar o céu. Se nos aproximarmos rimo-nos dos prédios contorcidos e do nosso próprio corpo que se deforma e nos faz divertir. E no interior é único e indescritível!

Atravessando uma ponte chegámos ao Art Institute of Chicago. Um museu em que o branco é uma constante, com um espólio de arte moderna considerável. Saliento uma instalação temporária. Numa parede enorme colocaram centenas de fotografias recolhidas numa zona de catástrofe motivada por um sismo. O número de fotografias correspondia ao número de pessoas que havia morrido. A originalidade residia na disposição das fotografias. As imagens estavam viradas para a parede e dava-se relevo às dedicatórias. A humanização da imagem pelos escritos. Genial!

De comboio chegámos à zona sul de Chicago para visitar a Robie House desenhada por Frank Lloyd Wright, uma das casas da pradaria.

Chicago foi também uma viagem de noites longas. Bons restaurantes, bares animados, discotecas excêntricas. Noites com gente bonita, cosmopolita, com sede de viver. Numa das noites “subimos aos céus” de Chicago para tomar um cocktail no 94º andar do Hancock Center. O vento faz oscilar o edifício e quando estamos em pé temos uma sensação cambaleante, como se estivéssemos num barco.

Um misto de medo e poder. E não é isso a vida?

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Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso!

Hoje, o olhar é da Lígia Aguilhar.

No meio do deserto de Nevada (EUA) o neon ofuscante quebra a monotonia da areia amarela. É o anúncio da chegada à cidade que foi concebida para, sobretudo, oferecer prazer. Considerada por alguns a “disneylândia” dos adultos, Las Vegas é o lugar onde tudo é permitido. Diz a lenda que “o que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas”. Isso porque a legislação de Nevada é pouco rígida em relação à bebidas, prostituição, ao jogo e ao casamento. Assim, fica fácil perder a linha.

Andar nas ruas dessa “sin city” já é uma experiência totalmente diferente. É na Strip onde ficam os maiores e mais novos cassinos da cidade, grande parte deles temáticos.  Em um único quarteirão é possível ver a pirâmide de Queóps no belíssimo “Luxor” contrastando com as torres de um castelo medieval, no “Excalibur”.

Na sequência, prédios enormes e uma réplica da Estátua da Liberdade lembram Nova York. É o “New York, New York” (abaixo), cassino que oferece ainda uma imperdível montanha-russa na área externa. Há outros prédios que remetem a Roma, Veneza e Paris (com direito a uma réplica da Torre Eiffel, abaixo). É a volta ao mundo em apenas uma rua.

A magia da cidade pode ser vivida à noite, quando o néon toma conta da fachada dos cassinos e as ruas se enchem de turistas. É a verdadeira Las Vegas, que nunca para.

Embora  o expediente noturno dos restaurantes e nightclubs acabe cedo – por volta das 2h – , nos cassinos, as roletas, caça-níqueis, cartas e dados definem a sorte dos jogadores 24 horas por dia. Para que os apostadores invistam o máximo de tempo e dinheiro em busca do sonho americano, os cassinos oferecem um ambiente recheado de luxo, mulheres e tecnologia . No “Paris” (abaixo), o teto simula um céu claro e brilhante em tempo integral.

As bebidas alcoólicas são gratuitas para os apostadores e servidas por belas garçonetes em trajes mínimos. Mas a etiqueta em Las Vegas é clara: para todo e qualquer serviço deve-se oferecer gorjeta. E mexer com uma dessas garotas pode levar a uma nada agradável conversa com a segurança.

Mulheres em trajes mínimos e insinuantes são uma marca de Las Vegas, já que o sexo é uma dos assuntos mais explorados na cidade. Na Strip há dezenas de pessoas distribuindo panfletos de garotas de programa, além de carros de som e propagandas estampadas nos ônibus para divulgar fotos e o telefone das agências onde essas garotas trabalham

Nos nightclubs, as recepcionistas, garçonetes e dançarinas podem ser vistas usando biquíni, microshort, microsaia, lingerie ou, até mesmo, pintura no corpo. Modelos costumam ser  contratadas para se infiltrarem no meio das pistas de dança com roupas ousadas e, assim, causarem frisson.

E não são só as garotas que diferenciam os nightclubs de Vegas de outros ao redor do mundo. Extremamente luxuosos,  podem ter extravagâncias como uma cachoeira enfeitando a pista ou uma chuva de dinheiro no meio da noite. As celebridades americanas são encontradas com facilidade. Paris Hilton é uma das figurinhas comuns da noite de Vegas.

Mas é bom estar preparado para as longas filas de entrada, como no L.A.X (na foto, abaixo), um dos clubes mais concorridos da cidade.

Há uma série de outras atrações como musicais, apresentações de stand-up comedy, shows, bares e claro, clubes eróticos para homens e mulheres. Algumas opções são gratuitas. O “Treasure Island”realiza três vezes ao dia um espetáculo musical em frente ao cassino. Com sorte, dá para assistir na sequência a um vulcão em erupção no vizinho “Mirage”. O show mais bonito acontece no lago do “Bellagio”, famoso pelo filme “Onze homens e um segredo”. Ao som de clássicos da música americana, as águas ganham vida e dançam, deixando o público emocionado.

Em Las Vegas até casamento pode virar diversão. Em quase todos os cassinos e por toda a cidade existem capelas (na foto, a capela do cassino Excalibur). Por isso, é comum encontrar noivas andando pelo cassino. E como para casar em Vegas não é preciso mais do que uma assinatura e alguns dólares,  é comum também histórias de desconhecidos que, após beberem demais, terminaram a noite casados!

Las Vegas é mesmo um templo de perdição e prazer que tem como pano de fundo os jogos  e caça-níqueis.  Se chegar na cidade é embarcar em um sonho, deixá-la é como se recuperar de uma miragem no meio do deserto.

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Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso! Hoje, o olhar é da Juliana Sayuri. *


Puerto Quijaro – Retrato impressionante da pobreza boliviana pela janela do “Tren de la Muerte”. Na estrada entre Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra, pipocam vários pueblos indígenas paupérrimos, vivendo em condições inacreditavelmente insalubres.

La Paz – No coração da vibrante La Paz, na avenida “El Prado”, aimaras dão manifestações da herança de sua cultura indígena. Ao som do tambor, yuppies engravatados,  jovens estudantes e cholas passam pela avenida, compondo um retrato da Bolívia contemporânea: uma ópera cotidiana que harmoniza passado e presente.
La Paz – No triângulo composto pelas Plazas Murillo, San Francisco e Del Estudiante, por todas as travessas e ruelas estreitas é possível encontrar engraxates à espera de sapatos de couro sem brilho. Sob o sol tímido da manhã, e o vento cruel do inverno, o capuz preto lhes confere um ar marginal – que logo se dissolve com o sorriso de buenos días.
La Paz – A 3670 metros de altitude, é admirável a impressão de que o céu de La Paz desabará de repente sobre o solo, ou que as torres de museus e catedrais tocará o azul. Diante do Museu Nacional de Arte, o perfil de um indígena parece flutuar entre a realidade de concreto e o sonho celeste.
La Paz – Nos arredores do Palácio Legislativo, aymaras e quechuas hasteiam sua bandeira em manifestações por seus ideais. Entre tantas reivindicações, todos inflavam o coração e diziam a uma só voz: somos bolivianos.

Copacabana – A pequenina Copacabana ostenta uma moldura incrível: na fronteira entre Bolívia e Peru, no altiplano dos Andes e beirado pelo Lago Titicaca – as águas mais altas navegáveis do mundo, a 3820 metros acima do nível do mar. A paisagem magnetiza viajantes de todo o mundo e aquece a economia boliviana, mas o ar tranquilo se mantém entre os anfitriões, como evidencia o casal namorando diante do Lago.
Lago Titicaca – Diante de barcos e balsas engatilhadas para receber viajantes e seus dólares, um boliviano se estira na areia para a siesta, enquanto espera o sol amarelo competir com o vento gélido do Lago Titicaca.
*As nossas desculpas pelo atraso na publicação da Fotoreportagem, mas as nossas agendas pessoais e profissionais obrigaram-nos a descurar um pouquinho a Nossa Agenda. Obrigada pela compreensão.

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Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso! Hoje, o olhar é da Jessica.

Não me consigo lembrar do que posso chamar “a primeira vez que estive em Paris”.  A primeira vez que pus o pé em França não saí do aeroporto Charles de Gaulle, no norte de Paris. Tinha acabado de chegar de um vôo de sete horas a partir de Luanda, era 2001, os “atentados” tinham acabado de acontecer e eu tinha apenas 14 anos. Apanhei o avião direcção Montpellier (sul de França) e, finalmente, não conheci Paris assim que aqui cheguei.

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Três meses depois, passei 24 horas na cidade antes de apanhar o avião. Lembro-me de ter saído e vivido mais a cidade de noite. Lembro-me das luzes. E isso vai-me sempre  ficar pela memória. Paris de noite é mesmo mágica. Tenho em mim a convicção de que toda cidade, de noite e iluminada, tem a sua magia. Mas aqui parece ter uma conotação especial. E a ideia pré-concebida de Paris e as suas luzes fica ainda mais exacerbada com a época do natal. Aquela que é chamada a avenida mais bela do mundo, Les Champs-Elysées, é investida de milhares de luzes, todos os anos durante o mês de dezembro.
Hoje, oito anos depois de ter vivido essa primeira experiência, estou impaciente por que seja dezembro de novo. Quero as luzes de novo. Se durante o dia e o ano todo amo os Champs-elysées, o amor fica ainda mais presente.
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Lembro-me, durante a minha primeira visita, de ter apanhado um taxi. E depois de ficar impressionada com as luzes, foram os túneis da cidade, as pontes e os canais. Paris é um encanto dentro de um carro. Os túneis não param, são rápidos e atravessam vários pontos centrais da cidade. Lembro-me de ter passado pelo túnel d’Alma e ter pensado na princesa Diana que lá tinha deixado a vida há apenas quatro anos. Será que até o sentimento mais macabro tinha direito à sua parte de romantismo na Cidade das Luzes?
Lembro-me de ver as pontes atravessando os canais. Lembro-me de ver o rio e dizer-me que essa cidade tinha realmente o seu encanto. Mas eu tinha um avião por apanhar e uma vida por viver em outra cidade.
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Conheci realmente Paris em Abril 2002. Passei uma semana de férias, vi a Torre Eiffel pela primeira vez (e subi-a a pé, coisa que não pretendo voltar a fazer) e vivi a cidade.
Gostava de cá vir regularmente, passei imensas férias por aqui. Mas acho que apenas aprendi a conhecer, viver e amar Paris no verão de 2006. O calor não era intenso, os turistas não eram muitos e conheci pessoas que jamais esquecerei na vida.
E tive toda a sorte do mundo e encontrei um trabalho. E depois de ter toda a sorte do mundo, tive toda a sorte do universo, encontrei rapidamente casa. E hoje faz três anos que vivo, respiro e sou Paris. Gosto de viver numa cidade pela qual eu sou realmente apaixonada, na qual sinto que conheço TODOS os segredos e recantos e ao mesmo tempo, a cada longo passeio, sinto que descubro mais e ainda mais.
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Para os turistas, Paris é a cidade das Luzes, a cidade do Amor, a cidade perfeita, a cidade mais linda do mundo. Para mim, com menos rótulos, a cidade é isso tudo. Mas ao mesmo tempo, sendo a cidade na qual moro, há o seu lado que não gosto. Há bairros que não frequento, há museus famosos nos quais nunca entrei (e talvez nunca entrarei, qui sait?) e também conheço os seus podres. Já recebi dezenas de amigos em casa, que vieram para um final de semana ou quase um mês de férias, e todos me dizem o mesmo. Como uma cidade tão linda tem habitantes tão dificeis. Se alguma vez alguém veio a Paris e se sentiu bem acolhido do início ao fim, acho que essa pessoa tem ainda mais sorte do que eu, que já sinto ter tanta.
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Os Parisienses são – realmente – difíceis. Não gostam de turistas, não gostam de sorrir na rua, não gostam de ser interrompidos na sua rotina, não gostam de pessoas que andam lentamente na rua e o sentimento piora quando alguém para na rua logo em frente para admirar um monumento ou dar uma vista de olhos no mapa.
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Mas além dos seus habitantes, dos seus “bateaux-mouche”, do seu pão tipo “baguette”, são igualmente os turistas que dão vida à cidade, que ajudam a que lado algum seja esquecido ou que as luzes não se acendam à noite. E para quem já aqui respirou um inverno, deu um beijo na rua, ouviu a guitara tocar por baixo da Torre Eiffel, enfrentou o calor do verão nos túneis de metro… todas essas pessoas já tiveram a sorte, nem que seja por um dia, de ser um feliz Parisiense.
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Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso! Hoje, o olhar é da Cátia Gaspar.

1 ano de expectativas…E finalmente tinha chegado o dia! Foram vários os dias “perdidos” em frente ao computador em busca de hotéis, aviões, comboios, mapas de metro, locais interessantes, entre outros, mas finalmente tínhamos tudo pronto para o nosso périplo asiático de 13 dias, com passagem garantida por Hong Kong, China, Macau, Tailândia e Malásia (com uma pequena escala de duas horas em Helsínquia, em que apenas deu para dar uma espreitadela à neve).
E assim partimos, as três, para o outro lado do mundo.

MapaPrimeira paragem: Hong Kong. O ambiente sempre nublado, os néones com caracteres chineses indecifráveis, o zumbido do sinal sonoro das passadeiras, os grandes carros que passam pelas ruas, os eléctricos de dois andares, não deixam ninguém indiferente e percebe-se que estamos na Nova Iorque asiática, se nos concentrarmos no ambiente que nos rodeia.

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China – A apenas 20 minutos de metro do centro de Hong Kong, fica a cidade chinesa de Shenzen. Apenas o processo de pedido de visto (que se obtém à entrada da cidade) vale pela experiência, pois deparamo-nos com elementos do corpo militar chinês, com uma pronúncia inglesa difícil de compreender e aí apercebemo-nos que estamos realmente a entrar num país totalmente diferente: sente-se o espirito comunista em cada m2 daquela sala. Após o processo de aquisição de visto, entramos na cidade e o primeiro edifício que faz a ligação entre Hong Kong e a China é o centro comercial cujas características únicas nos assustaram um pouco inicialmente. Imaginem o que é uma medina típica do norte de África, onde nada tem o preço fixo e se conseguem fazer negócios por menos de metade do preço inicial. Agora imagem essa medida com uma configuração de um edifício de 7 pisos e onde se pode encontrar imitações (e por vezes também originais muito provavelmente roubados) de tudo o que se possa imaginar. Apenas para se ter uma noção, vimos uma grande variedade de “iPhenos” e “MyPhones”, à espera de um qualquer consumidor ávido para ter um aparelho em tudo idêntico ao da Apple, mas com a pequena diferença do nome(e do software, já agora).

5O dia seguinte foi passado em Macau e assim que se entra no Ferry que faz a ligação entre Hong Kong e Macau (com duração de 1h) percebe-se logo a influência portuguesa, com as instruções de segurança a serem narradas em chinês, inglês e português.  A calçada portuguesa, os nomes das ruas, a arquitectura dos edifícios mais antigos e os pasteis de
nata fazem com que por momentos nos sintamos em Portugal novamente, mas confessamos, esperávamos encontrar mais influências portuguesas naquela cidade. Apenas falamos com um português, quando passávamos à frente da escola Portuguesa de Macau e um professor nos ouviu a falar e meteu conversa connosco. Foi esta a única experiência portuguesa que tivemos nesta nossa ex-colónia, agora totalmente colonizada de novo pelos chineses que parecem   querer “abafar” um pouco os sinais da nossa passagem por aquelas terras. Foi esta a sensação com que ficámos.  Actualmente, o jogo é o principal negócio da cidade e apesar dos grandiosos casinos, como o Hotel Venetian que é ponto turístico obrigatório (existem autocarros gratuitos que fazem a ligação do hotel até ao cais de embarque do ferry para Hong Kong), sente-se um pouco a falta do som das moedas a caírem nas máquinas de jogo…sim, porque em Macau os casinos são todos electrónicos.

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9De volta de novo a Hong Kong, o destino seguinte foi a Tailândia, com a primeira paragem em Bangkok. Aqui, vimos uma cidade cheia de contrastes, com uma zona muito rica, com cafés, superfícies comerciais, restaurantes e o parque da cidade e a fazerem lembrar uma qualquer cidade europeia e depois uma parte muito pobre, mais próxima do rio e na zona mais antiga da cidade, onde se localizam os templos e os mercados de rua, onde se cozinhavam as mais  diversas misturas, mas onde apenas conseguimos comer um delicioso crepe de banana e chocolate que nos custou 0,20H (é verdade…faltava referir que na Tailândia sentimo-nos sempre riquíssimos pois é tudo muito barato mesmo).

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Na passagem pelo parque da cidade deparamo-nos com uma aula de ginástica a decorrer ao ar livre (e com os 35ºC que deviam estar) em que várias dezenas de pessoas participavam…claro que não resistimos e lá fomos nós também dar uns passos de dança, sendo que quando ouvimos o “Mamã eu quero” nos entusiasmámos ainda mais.

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Após a ginástica, estava o parque da cidade na sua azáfama de final de tarde, quando de repente, às 19h se começa a ouvir uma música que se espalha por todos os megafones do parque, ao mesmo tempo que toda a gente, e mesmo toda a gente, incluindo atletas que estavam em corrida e crianças que andavam no parque infantil, se põe de pé para respeitar aquilo que depois percebemos ser o Hino da Tailândia! Um momento impressionante, sem dúvida.

Após esta azáfama da capital, a paragem seguinte foi o Sul da Tailândia, mais concretamente a ilha de Phuket, ou melhor, o paraíso! A não ser que se fique instalado em Patong Beach, onde o ambiente se assemelha a uma qualquer cidade do sul de Espanha, toda a ilha é de uma calma gigantesca. E os hotéis, ou pelo menos o nosso hotel, era daqueles que toda a gente sonha quando pensa numas férias numa ilha paradisíaca. E claro, as ilhas Phi Phi, onde foi filmado o filme “A Praia” realmente são como se vêm no filme…paradisíacas.

Última paragem do périplo asiático foi Kuala Lumpur, na Malásia, conhecida pelas suas duas grandes torres Petronas. Percebemos também que se trata de uma cidade muito parecida com uma qualquer cidade ocidental (a mais ocidental que vimos durante estes dias), mas onde não deixa de ser curioso o facto de, tratando-se de um país muçulmano, existirem mulheres a atender no MacDonald´s e a trabalhem como taxistas, com o seu lenço característico. Muitas lojas de grandes marcas de três e quatro pisos, centros comerciais gigantes com preços ainda mais gigantes e depois a vestimenta muçulmana que nos faz pensar, se tivéssemos esquecido com ali tínhamos ido parar, que poderíamos estar no Dubai ou em qualquer outro país rico do Médio Oriente.

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Impressionante também a quantidade de palmeiras que existe naquele país…desde o aeroporto até ao centro da cidade, viagem que dura cerca de 1h num autocarro moderno mas muito molengão, apenas se vêem palmeiras por todo o lado. Impressionante mesmo. 13

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Após Kuala Lumpur, fizemos o regresso a Hong Kong, onde ficamos apenas mais uma noite para no dia seguinte apanharmos o avião de regresso. A viagem acabou, mas ficou a experiência e as sensações únicas do que é estar do outro lado do mundo, em culturas tão diferentes da nossa e às quais nos conseguimos adaptar tão bem, que assim que saímos da Tailândia, principalmente, o primeiro pensamento foi logo: “Eu vou cá voltar de certeza”.

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