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Archive for Abril, 2013

viva os noivos!

Não sei o que te hei-de escrever. Penso, penso, apago, reescrevo. Por mais que tenha pensado e estudado uma maneira de dizer isto, nada fica bem, nada rima, nada é realmente a expressão daquilo que eu sinto hoje, agora, neste dia tão especial. Quero que sejas muito feliz, ouviste? Que os dias passem ser dares por eles, que as saudades um do outro sejam insuportáveis quando estão separados, que queiram dar beijos na boca um ao outro todos os dias – e todas as noites -, que nunca adormeçam zangados um com o outro. Que se aborreçam quando a exigência do outro baixa, que refilem quando sentem que o outro devia esforçar-se mais, refilar mais, exigir mais. Que queiram sempre a presença um do outro, que sejam os melhores amigos como só os apaixonados sabem ser, que se admirem, que se respeitem, que dêem as mãos sem pensar e que o conforto de fim do dia seja no abraço dos braços um do outro. Que, no fim de contas, todos os caminhos teus, minha Meg, vão dar ao João. E que, por mais voltas que o João dê, toda a procura de conforto, de compreensão e de amor vão dar às tuas mãos de unhas impecáveis, à tua gargalhada nem sempre fácil, ao teu refilar tantas vezes exagerado, ao teu “oh céus” de drama queen. Que confiem, que sejam sempre o porto seguro um do outro. Que o tempo para estarem juntos saiba sempre a pouco, naquela eterna insatisfação dos apaixonados que têm sempre o que dizer mesmo que passem horas a tagarelar em silêncio. Que os teus olhos nunca deixem de brilhar ao falar nele. E que os dele também se iluminem sempre, a cada vez que alguém fala de ti ou sempre que o telefone toca e és tu. E, sobretudo, que sejam um para o outro. Se essa é já a nossa certeza, façam-nos o favor de fazer dela também a vossa. Para sempre.

Entrada Na Nossa Agenda a propósito do casamento da Meg e do João. Hoje é isto

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Casamento

“Aquele vai ser só um dia. O nosso casamento vai renovar-se todos os dias, durante toda a nossa vida e os nossos amigos são sempre parte dele. Portanto, de alguma forma, estarão presentes”.

Entrada na Nossa Agenda a propósito dos amigos queridos que não vão poder estar presentes no nosso casamento, já daqui a uns dias.

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Não suporto o cinismo e a incredulidade. Aqueles que se entranham na pele e nos fazem mais pálidos só porque lhes passamos ao lado. A facilidade do pessimismo que tolda o pensamento faz-me, quase todos os dias, pensar em algo que para muitos é quase ofensivo: tenho pena de ter nascido em Portugal. Não pelo País, em si. Portugal tem o melhor clima de sempre, uma costa lindíssima, boa comida, bons vinhos. Mas aos portugueses falta-lhes a clarividência. A vontade.

Enquanto descia a Avenida, saia comprida e botas nos pés, o sol rompendo a medo umas semi opacas nuvens, sentiu a cara molhada. Há muito tempo que não sentia o ‘clique’ do encaixe. Tudo é um drama.  Tudo é difícil. Tudo é problemático. Como se também ela não tivesse os problemas de todos os dias. Somos sempre os piores, só sabemos imitar bem, não criamos, não somos, não sabemos.

Contou, e chegaram-lhe os dedos das duas mãos, os portugueses que esboçavam um sorriso. Que andavam, pelo menos ligeiramente felizes. A desesperança sentia-se no ar enquanto apressava o passo, sedenta de que o ar do rio lhe pudesse aliviar a dor da alma. Não quero estar aqui, repetia, incessantemente, quase cantando a mesma melodia. Não quero estar aqui. Não quero estar aqui.

Sabia-se mais.Sabia-se melhor. Sabia que os portugueses eram mais do que aquilo que diziam. Que queriam ser. Tinha a certeza – sabia-o como a si mesma – de que havia portugueses fantásticos no mundo. De que a vida lhe tinha mostrado isso com as pessoas com quem se tinha cruzado. E de repente aquele som, inimitável, de um ‘email’ a chegar.

Abriu um sorriso. Eu sabia, murmurou. E reviu, vezes sem conta, aquele vídeo que – lá está, ninguém queria saber – também falava português.

Entrada na Nossa Agenda a propósito da campanha ‘Retratos da Real Beleza’, da Dove.

 

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traz-me-te.

Se queres saber, não me custou a despedida. A notícia foi dada com a antecedência necessária para ir preparando os últimos dias sem grandes pressas e stresses e com a habitual paciência. E calculismo. Pensei que fosse complicado deixar-te sem a sensação de que havia ainda tanto por descobrir de nós – sem, claro, termos hipótese para isso. Mas quando cheguei o dia a dia começou a ser tão intenso – aliás, tão intenso como o anterior – que nem me deu tempo de pensar duas vezes.

Com o passaporte carimbado, senti-me num sítio onde nunca tinha estado e mesmo longe de ti, foi simples manter-me em contacto: com o computador e o telemóvel, a sensação de que sabia onde andavas, a que horas e com quem dava-me o conforto que precisava para ir dormindo descansada.

Só que as coisas não são sempre iguais e já passaram muitos dias, tantos que já não consigo disfarçar que não vim de férias mas me mudei para longe. Agora sinto que deixei de fazer parte do teu dia e já nem me sinto na tua memória. Se não fosse por excesso de bagagem, encomendava-te. E podíamos recomeçar aquilo que não acabámos.

Entrada Na Nossa Agenda a propósito desta empresa que eu conheci aqui.

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