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Archive for Dezembro, 2009

O Estado de São Paulo foi responsável por 28% dos postos formais de trabalho abertos no País em novembro, o equivalente a 69.667 vagas, mostraram hoje os dados do Observatório do Emprego. O levantamento, que leva em conta os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, revela ainda que, de outubro para novembro, aumentou a participação, entre os novos empregados, de profissionais com Ensino Médio, de mulheres e de jovens com idades entre 18 e 24 anos. Em relação a novembro de 2008, quando se intensificou a crise econômica mundial, no entanto, os três grupos diminuíram sua participação, em função da reorganização do mercado durante a turbulência. Dentro das novas vagas, a parcela de trabalhadores de nível médio subiu de 70,7% em outubro para 82,9% em novembro de 2009. A de mulheres, de 45,2% para 56,2%, e a de jovens, de 51,8% para 56,9%. Em novembro de 2008, o porcentual de trabalhadores com Ensino Médio completo era de 88,2%, o de mulheres, de 73,4%, e o de jovens, de 79,8%. De uma forma geral, os números de novembro (69.667 vagas) apontam uma leve alta na abertura de postos em relação a outubro, quando foram abertas 69.146 vagas. Em novembro de 2008, em meio à crise, o saldo no Estado de São Paulo havia sido negativo em 20.884 vagas.

Regiões

Três regiões do Estado perderam mais vagas do que criaram em novembro: Franca (798), Barretos (168) e Araçatuba (163). A Região Metropolitana de São Paulo teve o melhor desempenho, com a criação de 43.388 vagas, seguida pelas regiões de Campinas (10.196), Sorocaba (4.516) e São José dos Campos (3.927). O setor que mais empregou em novembro de 2009 foi o comércio, com 33.362 vagas, ante 20.611 em outubro. Também se destacaram na criação de vagas as áreas de atividades administrativas e serviços complementares (12.880) e de indústria de transformação (9.331). O ramo que perdeu mais postos foi agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com saldo negativo de 10.018 vagas.

Salários

Em novembro, o salário médio dos admitidos no Estado de São Paulo era de R$ 902. O maior valor foi observado na região de São José dos Campos (R$ 1.134) e o menor, na de Barretos (R$ 677). Das 15 regiões administrativas, cinco registraram aumento, com destaque para a de São José dos Campos (alta de 29,9%). Entre as dez regiões onde o salário dos admitidos diminuiu, as reduções mais expressivas ocorreram nas de Registro (queda de 4,7%), Barretos (baixa de 3,4%) e Franca (recuo de 2,5%).

Publicado em:  http://www.estadao.com.br/noticias/economia,mulheres-e-jovens-conquistam-mais-empregos-em-sp,488281,0.htm

Entrada na Nossa Agenda a propósito daquilo que ainda não acontece em Portugal.

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Da surpresa

Como naquela noite mágica em que nem a respiração deles se ouvia, ele caminhou pelo escuro do caminho sem fazer barulho. Subiu a rua íngreme, desceu os degraus afilados da escada estreita e baixou-se ao passar pelo fio caído na estrada. Não conhecia o caminho porque nunca tinha lá estado, mas já tinha ouvido falar muito daquele percurso. Descrevera-lho como mágico. Um desconhecido que não metia medo, mas que impunha respeito, pelo simples facto de ser desconhecido. Apenas e somente por isso. E se assim não fosse – desconhecido – talvez a curiosidade que mata tantas vezes o gato – o tivesse deixado viver para sempre na ignorância de não saber de onde vinha o cheiro doce a amoras que se espalhava pelo caminho de cabras. Talvez a dúvida não lhe tivesse assaltado o ímpeto de mais saber para além daquilo que já conhecia. Como se todas as coisas fossem iguais até se afirmarem como diferentes. E como se todas as crenças fossem uma apenas, até ao dia em que o paradigma era quebrado por outro que o desafiava. 

Como gostara sempre de desafios. E ali, no caminho para lugar nenhum, ousou parar um pouco e esperar que o reconduzissem. Esperou que a estrela mais brilhante do céu tivesse tempo para destacar-se das outras. O seu tempo para destacar-se. Percorreu mentalmente, com cuidado, tudo aquilo que ouvira antes. Sublinhou com pragmatismo o que lhe pareceu mais doce, mais leve, e mais fresco. Sentiu o caminho fazer-se à medida que os pés caminhavam sem pressa de chegar ao destino. Porque sabia que mais tarde ou mais cedo, seria. E foi. 

Entrada Na Nossa Agenda a propósito da notícia:

RELIGIÓN | Misa por la familia en Madrid

Visita ‘sorpresa’ de los Reyes Magos

http://www.elmundo.es/elmundo/2009/12/27/espana/1261929566.html

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No Escuro

Ai, esse é o meu pé.

Ai, olha a minha perna.

Podes ter cuidado? Anda mais devagar!!

Entre gargalhadas e cheiro a rabanadas as primeiras horas dão lugar aos primeiros dias. A música de Natal que encheu a casa e os corações vai perdendo a força com o passar do tempo. Agora os risos são esporádicos e o cansaço apodera-se de todos os corpos com o peso de tantos dias de celebração e a média luz.

Lá fora o vento teima em soprar, forte, levando à frente tudo o que se lhe atravessar no caminho. O rasto de destruição aparece, todos os dias, quando o sol rompe as nuvens, aglomeradas, como que a criar mais uma barreira natural à felicidade.

Este ano houve couves murchas e mortas pelo frio à mesa do jantar. Houve bacalhau saboroso, mas feito há demasiado tempo para se aproveitar a luz do dia. Este ano houve mantas e mais mantas a tentar substituir o calor do aquecedor eléctrico. E houve árvore de Natal escura e presépio sem lâmpada vermelha.

Este ano houve mais frio, mais prejuízo, mais tristeza. Valeu o calor interior e os sorrisos de quem sabe que também isto passará…

Entrada na Nossa Agenda a propósito da notícia:

Ainda há 100 clientes da EDP sem electricidade na Zona Oeste de Lisboa

http://www.publico.clix.pt/Local/ainda-ha-100-clientes-da-edp-sem-electricidade-na-zona-oeste-de-lisboa_1415426

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Há cheiro a sonhos, a filhós, a pão quente cozido no velho forno a lenha. Nos corredores a agitação da véspera do grande dia. Traz a cadeira!, diz um. Vê o perú, grita a mãe. Alguém pode trazer lenha?, pede o pai. Por baixo do presépio amontoam-se os presentes, ali mesmo ao lado da árvore de Natal. No mesmo monte vivem desejos e lembranças do ano que passou. E do outro, quase a chegar. Os rostos cansados alegram-se à visão da família reunida. Trazes-me mais uma manta para pôr nos joelhos?, sussura a avó ao mais pequeno.

As lareiras ardem sem descanso nestes dias. O frio, teimoso, não tem lugar. Músicas de Natal entrecruzam-se com as conversas sôfregas de novidades. Ali, na bancada da cozinha onde as mãos – principalmente as femininas – não param. Mamããã, onde está o meu urso? E o meu boneco?

Há sinos, há telefones, há um relógio a andar sempre depressa de mais para o tanto que há a fazer.

E aqui, entre estas nossas agendas, há a Nossa. E as Vossas. Porque neste Natal queremos ser mais, na Agenda do mundo. Porque todos os Natais nos fazem acreditar que todos os sonhos são possíveis e passíveis de realizar.

A cada linha percorrida, a cada letra desenhada, a Nossa Agenda quer ser, neste Natal, a árvore das estórias de todos os que acreditam. Como nós…

Entrada Na Nossa Agenda a propósito da actualidade. Tão nossa e tão vossa.

Feliz Natal!

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Abraça-me!

Abraça-me com mais força. Há anos que seguiam o mesmo ritual. Deitavam-se à mesma hora, liam o seus livros, conversavam dez minutos antes de dormir e enroscavam-se um no outro. Lá fora, hoje, o vento fustigava as janelas sem piedade. Podiam ouvir os ramos a voar pela rua. Sentiam o ar nas suas caras, enquanto tentavam aquecer o corpo já dorido da vida, de histórias, de velhice.

As respirações tardavam em compassar, no sono profundo de habitualmente. Os teus pés estão frios, sussurou-lhe baixinho, ao fim de algum tempo. As tuas mãos não aquecem, também!, respondeu-lhe em surdina. Puxaram as mantas mais para cima e encolheram-se mais. Todos os dias da nossa vida…murmurou ela meio a dormir, cansada.

O sol entrou pela janela, tímido e gelado. O sol de Inverno. Que lhes tocou as faces pálidas, imóveis.  O sol chegou tarde, desta vez. Inutilmente tarde.

Entrada na Nossa Agenda a propósito da notícia:

Mau tempo

Frio já fez 79 mortos na Polónia

http://www.ionline.pt/conteudo/38929-frio-ja-fez-79-mortos-na-polonia

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Pegamos em  acontecimentos. Em pequenos gestos. Em vidas alheias. Em imaginação. Com todos estes elementos, temos construído a nossa agenda. E temo-la dado a conhecer. Depois foram os olhares dos outros que passaram a fazer parte dela – nossa e vossa – com imagens e palavras. Agora, preparamos outra maneira de ver o mundo, de contar histórias. De agendar a vida.

Há músicas que nos marcam. Melodias que nos entram na pele. Letras que não nos saem da ponta da língua. Há momentos que nos percorrem a memória quando uma música passa na rádio. Quando uma letra é sussurrada por um desconhecido na rua. Quando acordamos com uma canção que nos percorre o dia e adormece connosco. A rúbrica número dois da Nossa Agenda é esta. Outros Ouvidos. À terceira 3.ª-feira de cada mês. Porque a vida – e a nossa agenda – (também) é feita de música.

Hoje, os ouvidos são da Inês Carreira. *

Escolher cinco temas musicais que tenham marcado a minha vida é uma tarefa dificílima. Desde que em criança descobri a música, passei por muitos e diferentes “momentos musicais”, como toda a gente. Recuando no tempo, julgo que só a partir de um momento específico fui conquistada pela Música para o resto da vida, e só a partir daí posso seleccionar cinco canções marcantes, de entre centenas.

Depois de passar as modas das boysbands e das girlsbands da Popmusic comercial norte-americana, e depois do Hip Hop e do PunkRock, finalmente fez-se o click: com quinze anos conheci as extraordinárias composições harmónicas e melodias do Jazz Standard, e com elas a Bossa Nova, que se revelou o meu verdadeiro ADN musical. A partir de então, aconteceu toda a redescoberta dos grandes nomes e temas da Música Popular Brasileira, que em criança ouvia nos discos da minha tia e do meu tio, irmãos do meu pai. Hoje tenho a ousadia de me considerar a portuguesa musicalmente mais brasileira de todos os tempos! Costumo dizer que, se acreditasse em segundas vidas, não teria dúvidas de que era a reencarnação do Vinícius de Moraes, de tal forma aqueles poemas, acompanhados pelas composições do maestro Antonio Carlos Jobim, num encaixe sublime, poderiam ser meus.

Não posso deixar de referir, por isto, a experiência de seis meses vividos no Rio de Janeiro, cidade inspiradora de tantos compositores e intérpretes importantes da Bossa Nova, do Samba e de toda a Música Popular Brasileira (MPB). No primeiro dia em que pisei o lugar, um inevitável arrepio de pertença percorreu-me o corpo e a alma e, à medida que o tempo foi passando, fui encontrando em cada canto e também no espírito humano da cidade a minha música: encontrei o cenário da peça musical da minha vida!

Os cinco temas escolhidos não são os “cinco temas da minha vida”, mas fazem parte de um reportório imenso, que eu posso considerar a minha banda sonora.

You Go To My Head – J. Fred Coots e Haven Gillespie

Minha Namorada – Vinícius de Moraes e Carlos Lyra

Beatriz – Chico Buarque e Edu Lobo

Samba do Avião – Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Sei Lá – Vinicius de Moraes e Toquinho

*Mais uma vez as autoras pedem desculpa por as agendas delas se terem sobreposto à Nossa, e por terem atrasado a publicação.

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Todos os dias a mesma mecânica. O dia nasce mais cedo ou mais tarde consoante a estação do ano, mas nasce sempre pelas mesmas horas. No hemisfério Norte há mais frio. No Sul, mais calor. Nos cinco continentes diferem as cores, a luz, os sabores, os cheiros e as recordações. Em cada país divergem a cultura, os hábitos, as dificuldades e as especificidades de povos, mais ou menos antigo.

Queremos que todos eles tenham lugar Na Nossa Agenda. Pelos olhos de quem os visitou, de quem lhes sentiu a essência, e a tentou retratar através de uma simples lente que encerra em si os segredos do congelar de momentos. Queremos também que, em poucas palavras nos contem a História e as estórias. Porque Na Nossa Agenda cabe um mundo inteiro de sonhos, de palavras, de imagens!

Assim, a cada segunda 2ª feira de cada mês, está marcada Na Nossa Agenda uma viagem pelo mundo fora. Por diferentes caminhos, experiências e objectivos. Com novos olhares. Diferentes do nosso! Hoje, o olhar é da Juliana Sayuri. *


Puerto Quijaro – Retrato impressionante da pobreza boliviana pela janela do “Tren de la Muerte”. Na estrada entre Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra, pipocam vários pueblos indígenas paupérrimos, vivendo em condições inacreditavelmente insalubres.

La Paz – No coração da vibrante La Paz, na avenida “El Prado”, aimaras dão manifestações da herança de sua cultura indígena. Ao som do tambor, yuppies engravatados,  jovens estudantes e cholas passam pela avenida, compondo um retrato da Bolívia contemporânea: uma ópera cotidiana que harmoniza passado e presente.
La Paz – No triângulo composto pelas Plazas Murillo, San Francisco e Del Estudiante, por todas as travessas e ruelas estreitas é possível encontrar engraxates à espera de sapatos de couro sem brilho. Sob o sol tímido da manhã, e o vento cruel do inverno, o capuz preto lhes confere um ar marginal – que logo se dissolve com o sorriso de buenos días.
La Paz – A 3670 metros de altitude, é admirável a impressão de que o céu de La Paz desabará de repente sobre o solo, ou que as torres de museus e catedrais tocará o azul. Diante do Museu Nacional de Arte, o perfil de um indígena parece flutuar entre a realidade de concreto e o sonho celeste.
La Paz – Nos arredores do Palácio Legislativo, aymaras e quechuas hasteiam sua bandeira em manifestações por seus ideais. Entre tantas reivindicações, todos inflavam o coração e diziam a uma só voz: somos bolivianos.

Copacabana – A pequenina Copacabana ostenta uma moldura incrível: na fronteira entre Bolívia e Peru, no altiplano dos Andes e beirado pelo Lago Titicaca – as águas mais altas navegáveis do mundo, a 3820 metros acima do nível do mar. A paisagem magnetiza viajantes de todo o mundo e aquece a economia boliviana, mas o ar tranquilo se mantém entre os anfitriões, como evidencia o casal namorando diante do Lago.
Lago Titicaca – Diante de barcos e balsas engatilhadas para receber viajantes e seus dólares, um boliviano se estira na areia para a siesta, enquanto espera o sol amarelo competir com o vento gélido do Lago Titicaca.
*As nossas desculpas pelo atraso na publicação da Fotoreportagem, mas as nossas agendas pessoais e profissionais obrigaram-nos a descurar um pouquinho a Nossa Agenda. Obrigada pela compreensão.

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