Não há dia mais especial que este!
A família reunida, sem espaço para conversas a solo. O calor da lareira, braseiro de confidências e de cumplicidades.
Todos juntos para celebrar a união, para conversar. Faz-se o balanço do ano, contam-se as novidades.
Aproveita-se para conhecer melhor os mais novos e ouvir histórias dos mais velhos.
Lá fora, o frio de Dezembro torna ainda mais caloroso o conforto do sofá, a alegria das cantigas, a doçura das rabanadas.
Na nossa memória, descansam natais antigos. Há lugar para gargalhadas e para nostalgia. Para recordar quem já esteve e não está mais. Para lembrar piadas antigas, para apreciar o presépio, para procurar o Pai Natal, para ir ver as iluminações à baixa da cidade.
As brincadeiras entre gerações são fundamentais. Há diálogo, e abraços sentidos.
Na mesa, pormenores que não passam despercebidos. Mãos que se tocam sem se aperceberem que partilham um espírito.
Ouvem-se canções que falam de uma estória antiga, passada de geração em geração, qual herança de antepassados que nunca deixaram de transmitir testemunhos de vivências e de vidas.
Sabe-se o outro pelo brilho no olhar e pelas expressões a cada presente aberto, cada pensamento descoberto em simples expressões tão sinceras.
Sorrimos à volta da mesa recheada de Natal: o bacalhau, as fatias douradas, os sonhos, as filhós, o peru e o tronco. Todos em alegre algazarra na festa das recordações e da cumplicidade.
Apesar de lá fora o mundo continuar a girar, é bom haver a redoma que nos separa da realidade, nem que seja por umas simples 24 horas. Mas para nós, o Natal é também tantas coisas mais.
A importância da actualidade e das actualizações constantes. A procura, a curiosidade, a urgência de saber mais para informar mais. Sobre tudo!
Gente desconhecida que ganha protagonismo nas nossas mãos, porque lhe queremos saber e contar a vida. Porque as queremos nas entradas do nosso dia. Porque fazem andar as pequenas rodinhas da grande engrenagem que é o mundo.
Estórias pequeninas, umas com mais, outras com menos importância, que têm o valor incomensurável de nem todos as poderem ver ou perceber. Que fazem de nós receptoras e proclamadoras de uma vida [quase] paralela que passa ali mesmo ao lado.
Na Nossa Agenda, [o primeiro] Natal tem sabor a um sonho maior.
Daqueles que dividido por duas, se torna tão grande que tem – porque é esse o seu objectivo último – que ser partilhado com o mundo. Que se começa a realizar, aos pedacinhos, graças a todos aqueles que, tal como nós, acreditam que há diferentes versões de cada uma das estórias contadas.
A cada linha percorrida, a cada letra desenhada, a Nossa Agenda quer ser, neste Natal, a árvore das estórias de todos os que acreditam. Como nós…
Entrada Na Nossa Agenda a propósito da actualidade. Tão nossa e tão vossa.
Feliz Natal!
Reconfortante é saber que uma vez por ano o tempo pára, recua e avança no mesmo ponto, onde tudo se repete com tudo de novo do ano que finda, onde tudo volta a ser o que era, com a certeza que nunca irá acabar de existir. Quando todos juntos esperamos assim continuar. E viver.
Beijos de Bom Natal para a “Floribela do pedaço”, que é também uma acrobata das letras!
Feliz Natal!!
Que a nossa agenda viva muitos, incontáveis Natais…e sempre com muitas e cada vez mais estórias para contar…