É a terra das rotundas, mas não confunde. Ao menos a nós, que lhe conhecemos de cor as curvas. Quando saímos da auto-estrada e passo pelo bar fashion do lado direito, vejo o quartel dos bombeiros. Depois, há o teatro bonito, recuperado. De cor clara e sempre com a última novidade do cinema internacional. Cartazes com vedetas de Hollywood. Mais uma rotunda e há aquela pequena igreja, onde às vezes os carros se acumulam, quando há feira mesmo ali ao lado. Passamos a curta avenida que quando era pequena parecia tão comprida e outra rotunda. É nessa que começam os restaurantes do famoso leitão, tão apreciado por estas e por todas as bandas. A pele é estaladiça. E liga (tão) bem com as batatas fritas cortadas às rodelas e ainda a fumegar, com a salada mista e com o espumante bruto e bem fresco. E as rodelas de laranja que desenjoam de um prato bem cheio de sabores tão familiares, e de memórias tão cheias de pormenores. O leitão faz parte das minhas memórias das férias grandes. Memórias de fins-de-semana de visita aos avós. Recordações de almoços e jantares de confusão, de mulheres faladoras e opinativas, que nunca se calam, que costumam chatear-se mas que fazem sempre as pazes. A Bairrada lembra-me garrafas de de base larga e as rolhas gordas das Caves Aliança. Lembra-me o avô, a dizer que o almoço seria regado com espumante. Afinal, não somos fidalgos.
Entrada Na Nossa Agenda a propósito da notícia do Wall Street Journal:
Big-Time Barbecue
A Portuguese Town’s Spit-Roasted Claim to Fame
http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204556804574261972756515860.html